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Type: Tese
Title: Uso de plantas medicinais, fitoterápicos e medicamentos sintéticos por mulheres com transtorno mental atendidas em uma Unidade de Saúde da Família – benefícios e interferências
Author: Borcard, Guiomar Godinho
First Advisor: Sousa, Orlando Vieira de
Referee Member: Abreu, Elizângela Márcia de Carvalho
Referee Member: Mendonça, Alessandra Esther de
Referee Member: Araújo, Ana Lúcia Santos de Matos
Referee Member: Bessa, Martha Eunice de
Referee Member: Albuquerque, Ricardo Diego Duarte Galhardo de
Resumo: A Unidade de Saúde da Família do Bairro Industrial (USFBI), em Juiz de Fora (MG), atende mulheres que buscam cuidados em saúde mental, tendo como principal forma de tratamento o uso de medicamentos psicotrópicos. Este estudo teve como objetivo conhecer o uso de plantas medicinais (PM), fitoterápicos e medicamentos por mulheres com transtornos mentais atendidas na USFBI, a fim de identificar possíveis benefícios e interferências associados à farmacoterapia. A pesquisa foi realizada por meio da aplicação de três questionários semiestruturados e descritivos, contemplando variáveis como perfil sociodemográfico, uso e conhecimento sobre PM e/ou fitoterápicos, uso das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), comorbidades, perfil farmacoterapêutico, além de ações e orientações farmacêuticas (intervenção farmacêutica). Foram entrevistadas 150 mulheres, em sua maioria idosas acima de 61 anos, casadas, aposentadas, com dois filhos, católicas, com ensino fundamental incompleto e residentes no bairro há mais de 10 anos. Muitas relataram utilizar PM e/ou fitoterápicos, mas não costumam informar ao médico, por acreditarem que isso não interfere no tratamento. Cerca de 60% afirmaram repassar esses conhecimentos a familiares. Também mencionaram conhecer parteiras, benzedeiras, curandeiros e raizeiros, e afirmaram cultivar PM em hortas caseiras. As espécies mais conhecidas foram: Rosmarinus officinalis, Matricaria chamomilla, Cymbopogon citratus, Foeniculum vulgare, Passiflora edulis/incarnata, Ocimum selloi e Lippia alba. A maioria desconhecia as PICS, embora algumas tenham feito uso de práticas como acupuntura, homeopatia e auriculoterapia. O diagnóstico mais frequente foi de ansiedade e depressão há mais de 10 anos, geralmente relacionados ao luto ou a problemas familiares. Em relação aos medicamentos, a maioria das participantes estava satisfeita com o tratamento; entre as insatisfeitas, muitas não souberam justificar, enquanto outras relataram ineficácia ou sensação de dependência. A maioria utilizava os fármacos há mais de 10 anos e já tentou interromper o uso por considerá-los prejudiciais. Os medicamentos mais citados para comorbidades associadas às condições de saúde mental foram losartana, metformina, sinvastatina, hidroclorotiazida, anlodipino, omeprazol e atenolol. Os psicotrópicos mais utilizados foram amitriptilina, clonazepam, diazepam, fluoxetina e alprazolam, sem relatos de uso contínuo de fitoterápicos. As participantes receberam orientações sobre o uso correto de medicamentos e PM, além de aprenderem a cultivar hortas medicinais. Essa iniciativa resultou na criação do Espaço Verde “Viva com Saúde” na própria unidade, fruto da parceria entre profissionais e pacientes. Os resultados indicam interesse das mulheres no uso das PM, destacando a necessidade de maior atuação dos profissionais e de estratégias institucionais que incentivem as PICS.
Abstract: The Family Health Unit of the Industrial District (USFBI), located in Juiz de Fora, Minas Gerais (Brazil), provides care to women seeking mental health services, with psychotropic drugs being the main form of treatment. This study aimed to investigate the use of medicinal plants (MP), herbal medicines, and pharmaceutical drugs by women with mental disorders treated at USFBI, in order to identify potential benefits and interactions related to pharmacotherapy. The study employed a semi-structured, descriptive questionnaire that explored variables such as sociodemographic profile, use and knowledge of MP and/or herbal medicines, use of Integrative and Complementary Practices in Health (PICS), clinical conditions, medications used, and pharmacotherapy evaluation, as well as pharmaceutical actions and counseling. A total of 150 women were interviewed, most of whom were over 61 years old, married, retired, had two children, were Catholic, had not completed primary education, and had lived in the neighborhood for over 10 years. Many reported using MP and/or herbal medicines but usually did not inform their physicians, believing it to be unnecessary. About 60% shared their knowledge with family members and reported knowing traditional healers such as midwives, folk healers, and root specialists. Many cultivated MP in home gardens. The most well-known species were Rosmarinus officinalis, Matricaria chamomilla, Cymbopogon citratus, Foeniculum vulgare, Passiflora edulis/incarnata, Ocimum selloi, and Lippia alba. Most participants were unfamiliar with PICS, although some had previously used practices such as acupuncture, homeopathy, and auriculotherapy. The most frequent diagnoses were anxiety and depression for over 10 years, often associated with grief and family problems. Most women were satisfied with their medications, while those who were not cited reasons such as inefficacy or dependence; some were unable to explain their dissatisfaction. Many had used medications for over a decade and had attempted to discontinue them due to concerns about health risks. Commonly reported drugs for chronic conditions included losartan, metformin, simvastatin, hydrochlorothiazide, amlodipine, omeprazole, and atenolol. The most used psychotropics were amitriptyline, clonazepam, diazepam, fluoxetine, and alprazolam, with no reports of continuous herbal medicine use. Participants received guidance on the proper use of medications and MP and learned how to cultivate medicinal gardens. This led to the creation of the “Viva com Saúde” Green Space within the health unit, a collaborative initiative between professionals and patients. The findings reveal significant interest among women in the use of MP, highlighting the need for stronger professional engagement and institutional strategies to promote PICS.
Keywords: Atenção primária à saúde
Farmacoterapia
Plantas medicinais
Práticas integrativas e complementares em saúde
Saúde da mulher
Saúde mental
Primary health care
Pharmacotherapy
Medicinal plants
Women’s health
Mental health
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Institution Initials: UFJF
Department: Faculdade de Farmácia
Program: Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas
Access Type: Acesso Aberto
Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil
Creative Commons License: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/19840
Issue Date: 29-Oct-2025
Appears in Collections:Doutorado em Ciências Farmacêuticas (Teses)



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