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Type: Dissertação
Title: Relação entre a mobilidade e o nível de resistência a atividade física de crianças e adolescentes brasileiras com paralisia cerebral
Author: Menigatti, Letícia Vicente
First Advisor: Chagas, Paula Silva de Carvalho
Co-Advisor: Leite, Hércules Ribeiro
Co-Advisor: Défilipo, Érica Cesário
Referee Member: Camargos, Ana Cristina Resende
Referee Member: Sousa Junior, Ricardo Rodrigues de
Resumo: Introdução: Paralisia Cerebral (PC) é a principal causa de incapacidade física na infância, impactando a qualidade de vida das crianças. A prática de atividades físicas adaptadas é crucial para melhorar a função motora e bem-estar. Objetivo: Avaliar a relação entre mobilidade e a tolerância ao esforço de crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral. Métodos: Estudo transversal, como parte do Projeto “PartiCipa Brasil". Os participantes foram crianças e adolescentes com PC nascidas desde 2007. Os instrumentos Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS), Relato Familiar da Motricidade Grossa (GM-FR) e Escala de Atividade de Resistência Precoce (EASE), foram usados para classificar e avaliar a função motora e tolerância ao esforço, respectivamente. Foram realizados testes de correlação entre os desfechos, testes de diferença entre grupos de crianças que deambulam (GMFCS I-III) e nãodeambulam (GMFCS IV-V) e analise de regressão logística. Resultados: Participaram 134 crianças e adolescentes com média de idade 6,6 anos. A correlação de Spearman revelou uma associação moderadamente positiva (r=0,57; p<0,001) entre GM-FR e EASE, e uma correlação negativa moderada (r=-0,55; p<0,001) entre EASE e GMFCS. O teste-t para grupos revelou diferenças significativas (p<0,001) entre os escores do EASE de crianças ambulantes (GMFCS I, II, III) e não-ambulantes (GMFCS IV, V). A regressão logística mostrou que crianças ambulantes tiveram maior chance de obter escores altos no EASE (RC = 6,8; IC95%: 3,1–14,7), assim como aquelas com maiores pontuações no GM-FR (RC = 7,7; IC95%: 3,5–16,8). Meninos apresentaram 2,4 vezes mais chance de alcançar escores elevados no EASE em comparação às meninas (RC = 2,4; IC95%: 1,2–5). A regressão linear simples indicou que o status de deambulação explicou grande parte da variação do GM-FR (R² = 0,787; p < 0,001), com crianças não ambulantes apresentando cerca de 61 pontos a menos na função motora grossa. Conclusão: Os resultados demonstram uma associação moderada entre mobilidade e tolerância ao esforço em crianças com PC, com diferenças entre crianças que deambulam e não-deambulam. Este estudo poderá nortear futuras intervenções para aumentar a tolerância ao esforço e melhora da mobilidade destes jovens.
Abstract: Introduction: Cerebral Palsy (CP) is the leading cause of physical disability in childhood, affecting children’s quality of life. Participation in adapted physical activities is crucial to improving motor function and well-being. Objective: To evaluate the relationship between mobility and endurance in physical activity among children and adolescents with CP. Methods: This cross-sectional study was part of the “PartiCipa Brasil” Project. Participants were children and adolescents with CP born since 2007. The Gross Motor Function Classification System (GMFCS), Gross Motor Family Report (GM-FR), and Early Activity Scale for Endurance (EASE) were used to classify and assess motor function and endurance in physical activity, respectively. Correlation tests were performed between outcomes, and group difference tests were conducted comparing ambulant (GMFCS I–III) and non-ambulant (GMFCS IV–V) children. Results: A total of 134 children and adolescents participated, with a mean age of 6.6 years. Spearman’s correlation revealed a moderately positive association (r = 0.57; p < 0.001) between GM-FR and EASE, and a moderate negative correlation (r = -0.55; p < 0.001) between EASE and GMFCS. The t-test for groups showed significant differences (p < 0.001) in EASE scores between ambulant and non-ambulant children. Logistic regression showed that ambulant children had a higher likelihood of achieving high EASE scores (OR = 6.8; 95% CI: 3.1–14.7), as did those with higher GM-FR scores (OR = 7.7; 95% CI: 3.5–16.8). Boys were 2.4 times more likely to reach higher scores compared to girls (OR = 2.4; 95% CI: 1.2–5). The simple linear regression showed that ambulatory status explained a large proportion of the variance in GM-FR scores (R² = 0.787; p < 0.001), with non-ambulant children scoring approximately 61 points lower in gross motor function. Conclusion: The results demonstrate a moderate association between mobility and endurance in children with CP, with differences between ambulant and non-ambulant children. This study may guide future interventions to increase exercise endurance and improve mobility in this population.
Keywords: Mobilidade
Exercício físico
Paralisia cerebral
Mobility
Physical exercise
Cerebral palsy
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Institution Initials: UFJF
Department: Faculdade de Fisioterapia
Program: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional
Access Type: Acesso Aberto
Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil
Creative Commons License: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/19884
Issue Date: 20-Oct-2025
Appears in Collections:Mestrado em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional (Dissertações)



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