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dc.contributor.advisor1Silva, Cristina Dias da-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5313130865571363pt_BR
dc.contributor.referee1Dutra, Rogéria Campos de Almeida-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/pt_BR
dc.contributor.referee2Wenceslau, Leandro David-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/pt_BR
dc.contributor.referee3Silva, Rosana Maria Nascimento Castro-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/3701781668123111pt_BR
dc.contributor.referee4Ferreira, Letícia Carvalho de Mesquita-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/pt_BR
dc.creatorSá, Gabriel Salgado Ribeiro de-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4798850952959446pt_BR
dc.date.accessioned2026-02-06T13:02:45Z-
dc.date.available2026-02-05-
dc.date.available2026-02-06T13:02:45Z-
dc.date.issued2025-12-05-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20212-
dc.description.abstractHow do authorities decide on therapeutics amid an unfolding health catastrophe? What is contested behind the scenes when measures become justified in the name of urgency? In the early months of the COVID-19 pandemic, circulation extended beyond viruses, graphs, and epidemiological curves; collective imaginaries surrounding potential antiviral drugs also played a central role. Despite the vast academic production on the pandemic, internal disputes within the State and among regimes of scientific expertise mobilized to manage the crisis remain underexplored. This article proposes a reconstruction of U.S. biosecurity policies throughout 2020, based on the analysis of a unique documentary archive. The collection was originally classified as secret, later made public through a House of Representatives Committee, and subsequently partially restricted again due to political disputes within Congress. The central hypothesis holds that the pandemic opened a field of contention between competing regimes of governing life, revealing a paradox rooted in incompatible rationalities. On one hand, classic devices of biopolitics persist, anchored in preventive protocols, standardized conduct, and population management techniques historically associated with Evidence-Based Medicine. On the other hand, a securitarian model of governance consolidates, oriented toward the management of uncertainty, the anticipation of disaster, and the legitimization of exceptional and adaptive interventions, here conceptualized as reflexive biopolitics. This structural tension unfolds across three interconnected planes: epistemological, opposing the stabilization of scientific knowledge to the primacy of preliminary evidence; temporal, confronting decisional acceleration with the slowness of regulatory protocols; and political-institutional, materializing in the centralization of power within the Executive Branch, in tension with mechanisms of deliberation, oversight, and accountability.pt_BR
dc.description.resumoComo autoridades decidem por terapêuticas em meio a uma catástrofe sanitária em formação? O que se disputa nos bastidores quando medidas passam a ser justificadas em nome da urgência? Nos primeiros meses da pandemia de COVID-19, não circularam apenas vírus, gráficos e curvas epidemiológicas, mas também imaginários em torno de potenciais antivirais. Apesar da vasta produção acadêmica sobre a pandemia, permanecem pouco exploradas as disputas internas ao Estado e entre regimes de expertise científica mobilizados na gestão da crise. Tendo isso em vista, propomos uma reconstituição das políticas de biossegurança nos Estados Unidos ao longo de 2020, com base na análise de um acervo documental inédito, originalmente classificado como sigiloso, posteriormente publicizado por meio de um Comitê da Câmara dos Representantes e, em parte, novamente restringido em decorrência de disputas políticas no Congresso. A hipótese central sustenta que a pandemia abriu um campo de disputas entre regimes concorrentes de governo da vida, revelando um paradoxo. De um lado, persistem os dispositivos clássicos da biopolítica, ancorados em protocolos preventivos, condutas uniformes e técnicas de gestão populacional, historicamente associados à Medicina Baseada em Evidências. De outro, consolida-se um modelo securitário de governo, orientado pela administração da incerteza, pela antecipação do desastre e pela legitimação de intervenções excepcionais e adaptativas, denominado biopolítica reflexiva. Essa tensão estrutural desdobrase em três planos interligados: no epistemológico, opondo a estabilização do conhecimento científico à primazia de evidências preliminares; no temporal, confrontando a aceleração decisória com a lentidão dos protocolos regulatórios; e no político-institucional, materializando-se na centralização de poder no Executivo, em tensão com mecanismos de deliberação, controle e accountability.pt_BR
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentICH – Instituto de Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Ciências Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUFJFpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/*
dc.subjectCOVID-19pt_BR
dc.subjectBiossegurançapt_BR
dc.subjectPolíticas de saúdept_BR
dc.subjectSegurança populacionalpt_BR
dc.subjectMedicamentospt_BR
dc.subjectBiosecuritypt_BR
dc.subjectHealth policiespt_BR
dc.subjectPopulation securitypt_BR
dc.subjectPharmaceuticalspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANASpt_BR
dc.titleBiossegurança e tratamentos experimentais: políticas farmacêuticas e a disputa pela governamentalidade da COVID-19 nos Estados Unidospt_BR
dc.typeTesept_BR
Appears in Collections:Doutorado em Ciências Sociais (Teses)



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