https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20339| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| letiziamiriamgomesdejesus.pdf | 2.64 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Fatores que influenciam a diversidade Beta de anfíbios da Mata Atlântica |
| Título(s) alternativo(s): | Factors Influencing the Beta diversity of Amphibians in the Atlantic Forest |
| Autor(es): | Jesus, Letízia Míriam Gomes de |
| Primeiro Orientador: | Costa, Henrique Caldeira |
| Co-orientador: | Moura, Mario Ribeiro |
| Membro da banca: | Capurucho, João Marcos Guimarães |
| Membro da banca: | Guedes, Jhonny José Magalhães |
| Resumo: | A distribuição e abundância das espécies não são constantes ao longo das regiões e podem ser moldadas por gradientes ambientais. Assim, compreender como as alterações ambientais afetam a composição das assembleias é essencial para prever respostas da biodiversidade diante de mudanças climáticas. Esse desafio torna-se particularmente relevante na Mata Atlântica, uma das áreas mais biodiversas do planeta, que também abriga uma das faunas de anfíbios mais ameaçadas do mundo. Nesse contexto, este estudo investigou como a composição das espécies de anfíbios varia ao longo de gradientes ambientais nesse bioma, identificando os fatores contemporâneos mais influentes. Para isso, reunimos inventários de anfíbios disponíveis na literatura e os combinamos com variáveis bioclimáticas, edáficas e topográficas, utilizando análises de modelagem de dissimilaridade generalizada (GDM). Essa abordagem nos permitiu avaliarmos como o ambiente influencia a beta diversidade taxonômica, funcional e filogenética dos anfíbios da Mata Atlântica; identificar regiões mais suscetíveis a alterações na composição das espécies, nos atributos funcionais e nas linhagens filogenéticas dos anfíbios. Apesar da heterogeneidade da composição taxonômica dentre as assembleias, observamos que elas ocupam regiões similares no espaço funcional, indicando uma redundância ecológica entre as espécies. Essa impressão foi ainda reforçada pela forte correlação entre as diversidades funcional e filogenética, sugerindo que a história evolutiva dos anfíbios pode ter influenciado seus papéis ecológicos. Não surpreendentemente, grande parte das mudanças observadas na composição ocorre entre espécies proximamente relacionadas. Fatores ambientais como distância geográfica, isotermalidade e proporção de argila no solo emergiram como influentes nas três dimensões de beta diversidade, enquanto que outras variáveis, como proporção de silte no solo e precipitação no mês mais úmido, exerceram influências adicionais. Nossos resultados também revelaram um gradiente de diferenciação latitudinal, que indica que regiões do sul, da costa e do interior do nordeste da Mata Atlântica serão mais suscetíveis à mudanças expressivas em cenários climáticos futuros. Esses padrões reforçam o papel da estabilidade climática histórica e das características edáficas no delineamento da composição de espécies, das linhagens evolutivas e dos atributos funcionais. A redundância ecológica observada entre os anfíbios da Mata Atlântica pode representar um mecanismo de resiliência frente às mudanças climáticas, embora sua efetividade dependa de como esses padrões se distribuem regionalmente e de como cada espécie responde às alterações ambientais. Por fim, nossos resultados ressaltam a importância de abordagens macroecológicas no planejamento de estratégias de conservação. Nosso estudo ajuda a elucidar os processos ecológicos que moldaram e continuam a moldar a beta diversidade de anfíbios da Mata Atlântica, um bioma de alta prioridade para a conservação. |
| Abstract: | The distribution and abundance of species vary across regions and can be shaped by environmental gradients. Thus, understanding how environmental changes affect assemblage composition is essential in predicting biodiversity responses under climate change. This challenge becomes particularly relevant in the Atlantic Forest, one of the most biodiverse regions on the planet and home to one of the most threatened amphibian faunas in the world. In this context, this study investigated how amphibian species composition varies along environmental gradients within this biome, identifying the most influential contemporary factors. To achieve this, we compiled amphibian inventories available in the literature and combined them with bioclimatic, edaphic, and topographic variables, using generalized dissimilarity modeling (GDM). This approach allowed us to evaluate how environmental factors influence the taxonomic, functional, and phylogenetic beta diversity of Atlantic Forest amphibians and to identify regions most susceptible to changes in species composition, functional traits, and phylogenetic lineages. Despite the heterogeneity in taxonomic composition among assemblages, we observed that they occupy similar regions in functional space, indicating ecological redundancy among species. This impression was further reinforced by the strong correlation between functional and phylogenetic diversity, suggesting that the evolutionary history of amphibians may have shaped their ecological roles. Predictably, most observed changes in composition occur among closely related species. Environmental factors such as geographic distance, isothermality, and clay content in soil emerged as major determinants across all three dimensions of beta diversity, while other predictors, including silt content in soil and precipitation of wettest month, showed additional effects. Our results also revealed a latitudinal differentiation gradient, indicating that regions in the south, as well as the northeastern coast and interior of the Atlantic Forest, will be more susceptible to substantial shifts under future climate scenarios. These patterns highlight the role of historical climate stability and edaphic characteristics in shaping species composition, evolutionary lineages, and functional traits. The ecological redundancy observed among Atlantic Forest amphibians may represent a mechanism of resilience in the face of climate change, although its effectiveness likely depends on how these patterns are distributed regionally and how individual species respond to environmental alterations. Finally, our findings highlight the importance of macroecological approaches in guiding conservation strategies. Our study contributes to clarifying the ecological processes that have shaped, and continue to shape, the amphibians beta diversity in the Atlantic Forest, a high conservation priority biome. |
| Palavras-chave: | Anfíbios Beta diversidade Diversidade filogenética Diversidade funcional Diversidade taxonômica GDM Mata Atlântica Amphibia Atlantic Forest Beta diversity Functional diversity Phylogenetic diversity Taxonomic diversity |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla da Instituição: | UFJF |
| Departamento: | ICB – Instituto de Ciências Biológicas |
| Programa: | Programa de Pós Graduação em Biodiversidade e Conservação da Natureza |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20339 |
| Data do documento: | 5-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Biodiversidade e Conservação da Natureza (Dissertações) |
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