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Tipo: Tese
Título: Influência do ciclo menstrual na modulação autonômica cardíaca pós-exercício físico
Autor(es): Fontoura, Tamiris Schaeffer
Primeiro Orientador: Marocolo Júnior, Moacir
Co-orientador: Andreazzi, Ana Eliza
Membro da banca: Sant’ Anna, Leandro de Oliveira
Membro da banca: Silva, Lilian Pinto da
Membro da banca: Medeiros, Valquíria Pereira de
Membro da banca: Damasceno, Vinicius de Oliveira
Resumo: A crescente presença feminina no exercício destaca a importância de compreender como o ciclo menstrual influencia as respostas fisiológicas agudas. As oscilações hormonais típicas de cada fase podem modular a regulação autonômica cardíaca, frequentemente avaliada pela variabilidade da frequência cardíaca (VFC) durante a recuperação pós-esforço. Devido à inconsistência de dados sobre essa influência no exercício aeróbio moderado, este estudo investigou a modulação autonômica pósexercício nas fases folicular inicial e lútea média em mulheres eumenorreicas. Participaram 14 mulheres saudáveis (≥18 anos), com ciclos menstruais regulares (25–34 dias), não usuárias de contraceptivos hormonais e não fumantes, avaliadas em duas condições experimentais: fase folicular inicial (1º–5º dia após o início da menstruação) e fase lútea média (22º–26º dia do ciclo). Em cada sessão experimental, as participantes realizaram um protocolo padronizado de exercício aeróbio em cicloergômetro com duração total de 60 minutos, composto por aquecimento (5 min <65% da frequência cardíaca de reserva), fase principal (50 min entre 65–75% da frequência cardíaca de reserva) e recuperação ativa (5 min <65% da frequência cardíaca de reserva), com monitorização contínua da frequência cardíaca. A pressão arterial foi aferida de modo seriado, e a recuperação pósexercício foi acompanhada por 60 minutos com registros autonômicos e hemodinâmicos em repouso e em múltiplos momentos subsequentes. A VFC foi analisada por índices no domínio do tempo (LnSDNN e LnRMSSD) e no domínio da frequência (LnHF). A análise estatística foi realizada por ANOVA de modelo misto (fase × tempo), com pós-testes e correções apropriadas, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados indicaram que as características antropométricas e parâmetros hemodinâmicos basais não diferiram entre as fases do ciclo menstrual, assegurando comparabilidade entre condições. A recuperação autonômica foi predominantemente determinada pelo tempo pós- exercício, com ausência de diferenças globais relevantes entre fases para frequência cardíaca, pressão arterial e a maioria dos índices de VFC ao longo do período de recuperação. Contudo, observou-se um padrão de reativação vagal inicial mais eficiente na fase lútea média, evidenciado principalmente pelo comportamento do LnRMSSD nos minutos iniciais após o esforço, indicando maior modulação parassimpática nessa fase, sem repercussões sustentadas no perfil global de recuperação ao longo dos 60 minutos. Conclui-se que, em mulheres eumenorreicas submetidas a exercício aeróbio de intensidade moderada, as fases folicular inicial e lútea média não promovem alterações globais relevantes na recuperação autonômica cardíaca; entretanto, a fase lútea média pode influenciar de forma sutil a cinética vagal precoce, sugerindo que os marcadores dos primeiros minutos de recuperação são mais sensíveis às variações hormonais do ciclo menstrual.
Abstract: The increasing participation of women in recreational and competitive exercise programs highlights the need to understand physiological particularities that may influence acute responses to exercise and post-exercise recovery. Among these factors, the menstrual cycle represents an important source of biological variability due to the hormonal fluctuations that characterize its phases, which may influence cardiovascular and autonomic regulation. Heart rate variability (HRV) reflects the dynamics of cardiac autonomic regulation, particularly vagal modulation, and is widely used as an indicator of physiological recovery following exercise, during which hemodynamic and autonomic adjustments occur to restore homeostasis. However, findings regarding the influence of menstrual cycle phases on autonomic recovery kinetics after moderate-intensity aerobic exercise remain inconsistent. Therefore, the aim of this study was to investigate the influence of the early follicular and mid-luteal phases of the menstrual cycle on cardiac autonomic modulation during post-exercise recovery in eumenorrheic women. Fourteen healthy women (≥18 years) with regular menstrual cycles (25–34 days), non-smokers and not using hormonal contraceptives, participated in the study. Participants were evaluated under two experimental conditions: early follicular phase (1st–5th day after the onset of menstruation) and mid-luteal phase (22nd–26th day of the cycle). In each experimental session, participants performed a standardized aerobic exercise protocol on a cycle ergometer lasting 60 minutes, consisting of warm-up (5 min <65% of heart rate reserve), main phase (50 min at 65–75% of heart rate reserve), and active recovery (5 min <65% of heart rate reserve), with continuous heart rate monitoring. Blood pressure was measured repeatedly, and post-exercise recovery was monitored for 60 minutes with autonomic and hemodynamic recordings at rest and at multiple time points during recovery. HRV was analyzed using time-domain indices (SDNN, RMSSD, and LnRMSSD) and frequency-domain indices (LF, HF, and LF/HF ratio). Statistical analysis was performed using mixed-model ANOVA (phase × time), followed by appropriate post hoc tests, adopting a significance level of 5%. The results indicated that anthropometric characteristics and baseline hemodynamic parameters did not differ between menstrual cycle phases, ensuring comparability between experimental conditions. Autonomic recovery was predominantly determined by post-exercise time, with no significant overall differences between phases for heart rate, blood pressure, and most HRV indices throughout the recovery period. However, a pattern of more efficient early vagal reactivation was observed during the mid-luteal phase, particularly evidenced by the behavior of LnRMSSD in the first minutes following exercise, indicating greater parasympathetic modulation during this phase. Nevertheless, this effect did not result in sustained differences in the overall recovery profile during the 60-minute recovery period. In conclusion, in eumenorrheic women performing moderate-intensity aerobic exercise, the early follicular and mid-luteal phases of the menstrual cycle do not promote substantial global alterations in cardiac autonomic recovery. However, the mid-luteal phase may subtly influence early vagal recovery kinetics, suggesting that markers measured during the first minutes of recovery are more sensitive to hormonal variations across the menstrual cycle.
Palavras-chave: Ciclo menstrual
Modulação autonômica cardíaca
Recuperação pós-exercício
Menstrual cycle
Cardiac autonomic modulation
Post-exercise recovery
Heart rate variability
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Departamento: Faculdade de Educação Física
Programa: Programa de Pós-graduação em Educação Física
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20549
Data do documento: 27-Fev-2026
Aparece nas coleções:Doutorado em Educação Física (Teses)



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