https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20724| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Desenvolvimento sustentável nos estados brasileiros: uma análise a partir dos ODS e das dimensões da sustentabilidade |
| Autor(es): | Moura, Janaina Aparecida da Silva |
| Primeiro Orientador: | Christo, Eliane Da Silva |
| Membro da banca: | Januzzi, Flávia Vital |
| Membro da banca: | Silva, Rodrigo Oliveira da |
| Membro da banca: | Costa, Kelly Alonso |
| Resumo: | As cidades enfrentam diversos desafios decorrentes do crescimento desordenado. Além disso, os centros urbanos ainda sofrem com problemas estruturais que permeiam a sociedade e com danos ambientais que reforçam a urgência de uma gestão mais sustentável. Nesse contexto, a Agenda 2030 surge como um instrumento relevante ao estabelecer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que abrangem as dimensões social, econômica e ambiental da sustentabilidade. O propósito desse acordo mundial é garantir que “ninguém seja deixado para trás”. No Brasil, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) constitui um instrumento de monitoramento dos ODS, uma vez que, por meio da análise de seus indicadores, é possível traçar um panorama do desempenho nacional em relação às metas da Agenda 2030. Assim, a pesquisa analisou o desempenho dos estados brasileiros em relação ao desenvolvimento sustentável, considerando os ODS e as dimensões da sustentabilidade. A metodologia adotada possui caráter quantitativo, descritivo e aplicado. Foram utilizados dados secundários referentes aos 17 ODS e aos 5.570 municípios brasileiros, agregados para a análise dos 27 estados. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, análise fatorial exploratória e análise de cluster (k-means). Os resultados apontaram que, de forma geral, os ODS 7, 11 e 12 são mais viáveis de serem atingidos no país, enquanto os ODS 9, 14, 15 e 17 são críticos em todos os estados. O ODS 8 também se mostra desafiador nas regiões Norte e Nordeste. No agregado, o Distrito Federal e São Paulo se destacam no cumprimento dos objetivos, sendo inclusive as únicas unidades federativas que apresentam pontuações elevadas no ODS 14. Os estados do Norte e Nordeste ocupam, majoritariamente, as últimas posições. Contudo, o Rio Grande do Norte consegue acompanhar os melhores desempenhos. Ainda assim, nenhum estado alcança um desempenho satisfatório considerando o desempenho geral nos ODS. Ademais, o desvio padrão elevado observado em alguns estados e objetivos revela a existência de desigualdades expressivas no interior dos próprios estados. Em relação às dimensões da sustentabilidade, a análise de fatores demonstrou que a base de dados do IDSC-BR apresenta consistência com a literatura, visto que os ODS se organizaram em três fatores alinhados ao tripé da sustentabilidade. A análise de cluster, por sua vez, evidenciou agrupamentos com forte delineamento territorial, indicando que estados da mesma região apresentam maiores chances de integrar os mesmos clusters. Por fim, os resultados indicam que as dimensões da sustentabilidade não são cumpridas de forma equilibrada. A dimensão social tende a apresentar melhor desempenho, enquanto a dimensão econômica se mostra fragilizada na maioria dos estados. Esses achados expõem desigualdades territoriais no cumprimento dos ODS e de suas dimensões, além de indicar que esses próprios objetivos não estão sendo atingidos de forma homogênea. Portanto, o Brasil necessita de ações urgentes direcionadas às particularidades de cada estado e aos objetivos mais discrepantes. |
| Abstract: | Cities face several challenges resulting from unplanned growth. In addition, urban centers still suffer from structural problems that permeate society and from environmental damage that reinforces the urgency of more sustainable management. In this context, the 2030 Agenda emerges as a relevant instrument by establishing the Sustainable Development Goals (SDGs), which encompass the social, economic, and environmental dimensions of sustainability. The purpose of this global agreement is to ensure that “no one is left behind.” In Brazil, the Sustainable Development Index for Cities (IDSC-BR) constitutes an important tool for monitoring the SDGs, since the analysis of its indicators makes it possible to outline an overview of national performance in relation to the targets of the 2030 Agenda. Thus, this research analyzed the performance of Brazilian states regarding sustainable development, considering the SDGs and the dimensions of sustainability. The adopted methodology is quantitative, descriptive, and applied in nature. Secondary data related to the 17 SDGs and the 5,570 Brazilian municipalities were used and aggregated for the analysis of the 27 states. The data were analyzed using descriptive statistics, exploratory factor analysis, and cluster analysis (k-means). The results showed that, in general, SDGs 7, 11, and 12 are more likely to be achieved in the country, while SDGs 9, 14, 15, and 17 are critical in all states. SDG 8 also appears to be challenging in the North and Northeast regions. Overall, the Federal District and São Paulo stand out in achieving the goals and are the only federal units presenting high scores in SDG 14. States in the North and Northeast regions mostly occupy the lowest positions. However, Rio Grande do Norte manages to keep up with the best performances. Even so, no state achieves satisfactory performance considering the overall SDG results. Furthermore, the high standard deviation observed in some states and goals reveals the existence of significant inequalities within the states themselves. Regarding the dimensions of sustainability, the factor analysis demonstrated that the IDSC-BR database is consistent with the literature, as the SDGs were organized into three factors aligned with the sustainability tripod. Cluster analysis, in turn, revealed groupings with strong territorial patterns, indicating that states within the same region are more likely to belong to the same clusters. Finally, the results indicate that the dimensions of sustainability are not fulfilled in a balanced manner. The social dimension tends to present better performance, while the economic dimension appears weakened in most states. These findings reveal territorial inequalities in the achievement of the SDGs and their dimensions, as well as indicating that the goals themselves are not being achieved homogeneously. Therefore, Brazil requires urgent actions directed toward the specificities of each state and the most critical goals. |
| Palavras-chave: | Objetivos de desenvolvimento sustentável IDSC-BR Dimensões da sustentabilidade Sustainable development goals Sustainability dimensions |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Sigla da Instituição: | UFJF |
| Departamento: | Faculdade de Administração e Ciências Contábeis |
| Programa: | Mestrado Acadêmico em Administração |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
| Licenças Creative Commons: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20724 |
| Data do documento: | 26-Fev-2026 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado Acadêmico em Administração (Dissertações) |
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