Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20878
Ficheros en este ítem:
Fichero Descripción Tamaño Formato  
isabelasilvateles-pdfa.pdfPDF/A462.63 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Clase: Trabalho de Conclusão de Curso
Título : Sementes de resistência: agroecologia como um projeto coletivo de articulação entre lutas sociais do campo e da cidade
Autor(es): Teles, Isabela Silva
Orientador: Grossi, Mônica Aparecida
Miembros Examinadores: Capuchinho, Michelle Neves
Miembros Examinadores: Almeida, José Amilton de
Resumo: O trabalho reflete acerca da indissociabilidade entre a Questão Agrária e a Questão Ambiental no Brasil, a partir do conceito de metabolismo social formulado por Marx (2013) e da análise feita por Foster (2005). A pesquisa analisa a formação histórica da estrutura agrária brasileira, marcada pelo latifúndio, pela monocultura e pelo trabalho compulsório de pessoas escravizadas, evidenciando como esses elementos estruturam uma relação predatória com a terra e aprofundam desigualdades sociais, raciais e territoriais. Discute-se, ainda, o papel da modernização conservadora do campo, intensificada pela Revolução Verde e atualizada pelas tecnologias da Indústria 4.0, e seus impactos socioambientais, como o aumento da concentração fundiária, a expropriação de camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais, bem como o agravamento da insegurança alimentar. A partir da crítica da noção de Antropoceno (MARQUES, 2018), dialogando com a perspectiva do Capitaloceno, fica evidente que a degradação ambiental e a fissura metabólica decorre de um sistema específico de organização da produção e não da ação humana em abstrato. Nesse contexto, a agroecologia é compreendida como um projeto político alternativo e popular, capaz de articular trabalho, natureza, território e soberania alimentar em oposição ao modelo do agronegócio. A partir de experiências concretas de resistência popular, com destaque para o Projeto Plantio Solidário, desenvolvido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Zona da Mata Mineira, e para o Feijão de Ogum, que demonstram a possibilidade de recomposição do metabolismo social, construída por meio da organização coletiva, da solidariedade de classe e da articulação entre campo e cidade. Por fim, o trabalho reafirma a importância dos movimentos sociais na construção de alternativas à crise estrutural do capital e destaca o papel do Serviço Social na análise crítica da realidade e na defesa dos direitos sociais.
Resumen : The paper reflects on the inseparability between the Agrarian Question and the Environmental Question in Brazil, based on the concept of social metabolism formulated by Marx (2013) and the analysis made by Foster (2005). The research analyzes the historical formation of the Brazilian agrarian structure, marked by large estates, monoculture, and compulsory labor by enslaved people, highlighting how these elements structure a predatory relationship with the land and deepen social, racial, and territorial inequalities. It also discusses the role of conservative modernization in the countryside, intensified by the Green Revolution and updated by Industry 4.0 technologies, and its socio-environmental impacts, such as increased land concentration, the expropriation of peasants, indigenous peoples, and traditional communities, as well as worsening food insecurity. Based on a critique of the notion of the Anthropocene (MARQUES, 2018), in dialogue with the perspective of the Capitalocene, it is clear that environmental degradation and metabolic rift stem from a specific system of production organization and not from human action in the abstract. In this context, agroecology is understood as an alternative and popular political project, capable of articulating work, nature, territory, and food sovereignty in opposition to the agribusiness model. Based on concrete experiences of popular resistance, notably the Solidarity Planting Project developed by the Landless Rural Workers Movement (MST) in the Zona da Mata Mineira region, and the Feijão de Ogum project, which demonstrate the possibility of rebuilding social metabolism through collective organization, class solidarity, and coordination between rural and urban areas. Finally, the work reaffirms the importance of social movements in building alternatives to the structural crisis of capital and highlights the role of Social Work in the critical analysis of reality and the defense of social rights.
Palabras clave : Capitalismo e ruptura metabólica
Alternativas populares
Agroecologia
Plantio solidário
Feijão de Ogum
Capitalism and Metabolic Rupture
Popular Alternatives
Agroecology
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIAL
Idioma: por
País: Brasil
Editorial : Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla de la Instituición: UFJF
Departamento: Faculdade de Serviço Social
Clase de Acesso: Acesso Aberto
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
URI : https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/20878
Fecha de publicación : 3-feb-2026
Aparece en las colecciones: Serviço Social - TCC Graduação



Este ítem está sujeto a una licencia Creative Commons Licencia Creative Commons Creative Commons