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Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: Como construir uma inteligência artificial orientada para justiça social? Um estudo de caso do Radar Antigênero sob as lentes do Feminismo de Dados e das Inteligências Artificiais Feministas
Autor(es): Galvão, Júlia Valgas Freitas
Primeiro Orientador: Winques, Kérley
Membro da banca: Malerba, João Paulo Carrera
Membro da banca: Araújo, Ana Carolina
Resumo: Pesquisas como as de Taso, Reis e Martinez (2023) e Neves-Barros (2025) evidenciam que sistemas de inteligência artificial generativa apresentam vieses discriminatórios, particularmente relacionados ao gênero. No contexto das investigações sobre sexismo algorítmico, o presente trabalho se propõe a analisar o processo de desenvolvimento da plataforma Radar Antigênero, criada pela Associação Jornalística Gênero e Número em parceria com a empresa Novelo Data. A plataforma é uma iniciativa de desaprisionamento de dados que utiliza inteligência artificial para analisar e classificar vídeos contendo discurso antigênero publicados no YouTube, resultando na produção de contradados (D’Ignázio, 2024). O objetivo geral da pesquisa é compreender as táticas, conforme a concepção de Certeau (1998), mobilizadas pelo Radar Antigênero para tensionar e subverter vieses sexistas presentes em sistemas de inteligência artificial generativa. Para alcançar esse objetivo, utilizam-se as lentes do feminismo de dados (D’Ignázio; Klein, 2020) e das inteligências artificiais feministas (Toupin, 2024; Jaime, 2024) e adota-se como metodologia um estudo de caso (Yin, 2001), composto por uma análise de usabilidade da interface de acordo com as heurísticas de Nielsen (2024) e entrevistas semiestruturadas (Gaskell, 2002) com a equipe que desenvolveu a iniciativa. A investigação indica que a plataforma foi concebida e idealizada com o objetivo de desarticular as violências sistêmicas que resultam em desigualdades estruturais e está na esteira das máquinas orientadas pela justiça social. Os resultados também demonstram o papel crucial do jornalismo com perspectiva interseccional (Batista; Gonçalves, 2025; Rodrigues; Aguiar, 2023) na produção de investigações que examinem o poder e contribuam para uma sociedade mais igualitária.
Abstract: Research such as that by Taso, Reis, and Martinez (2023) and Neves-Barros (2025) shows that generative artificial intelligence systems exhibit discriminatory biases, particularly related to gender. In the context of investigations into algorithmic sexism, this work aims to analyze the development process of the Radar Antigênero platform, created by the Gênero e Número Journalism Association in partnership with the company Novelo Data. The platform is a data unlocking initiative that uses artificial intelligence to analyze and classify videos containing anti-gender discourse published on YouTube, resulting in the production of counter-data (D’Ignázio, 2024). The overall objective of this research is to understand the tactics, according to Certeau's (1998) conception, mobilized by Radar Antigênero to challenge and subvert sexist biases present in generative artificial intelligence systems. To achieve this objective, the lenses of data feminism (D’Ignázio; Klein, 2020) and feminist artificial intelligence (Toupin, 2024; Jaime, 2024) are used, and a case study methodology (Yin, 2001) is adopted, consisting of a usability analysis of the interface according to Nielsen's heuristics (2024) and semi-structured interviews (Gaskell, 2002) with the team that developed the initiative. The investigation indicates that the platform was conceived and designed with the aim of dismantling systemic violence that results in structural inequalities and follows the trend of machines driven by social justice. The results also demonstrate the crucial role of journalism with an intersectional perspective (Batista; Gonçalves, 2025; Rodrigues; Aguiar, 2023) in producing investigations that examine power and contribute to a more egalitarian society.
Palavras-chave: Vieses discriminatórios
Inteligências Artificiais Feministas
Feminismo de dados
Contradados
Radar Antigênero
Discriminatory biases
Feminist Artificial Intelligences
Data feminism
Counter-data
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Departamento: Faculdade de Comunicação Social
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21186
Data do documento: 15-Jul-2026
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