Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21323
Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
vitorluisdacunhaduque.pdf1.74 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Tipo: Dissertação
Título: Magnitude e espacialidade do fluxo de metano (CH4) em pisciculturas no estado de Minas Gerais
Autor(es): Duque, Vitor Luís da Cunha
Primeiro Orientador: Barros, Nathan Oliveira
Membro da banca: Silva, Fábio Roland Ferreira da
Membro da banca: Silva, Marcelo Gomes da
Resumo: A aquicultura tem se consolidado como alternativa para ampliar a oferta de proteína animal e reforçar a segurança alimentar, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas; no Brasil, a piscicultura em viveiros escavados destaca-se pela acessibilidade e pelo menor impacto ambiental potencial. A rápida expansão do setor, porém, torna indispensável quantificar seus fluxos de gases de efeito estufa (GEE), sobretudo em Minas Gerais (MG), terceiro maior produtor nacional de peixes. Neste estudo, quantificamos a variação espacial dos fluxos difusivo e ebulitivo de CH4 em 227 viveiros escavados distribuídos em 54 pisciculturas de MG, avaliando a relação desses fluxos com a qualidade da água, gradientes climáticos regionais e espécies cultivadas. A mediana do fluxo total foi de 61,16 mg CH4 m-2 d -1 , com mais da metade dos viveiros acima do valor de referência do IPCC para a categoria "outras áreas alagadas" (~50 mg CH4 m-2 d -1 ), e a via ebulitiva respondeu por 50,64% do total, predominância menor do que a evidenciada na literatura. Extrapolado para os 4.276 ha de lâmina d'água aquícola mapeados no estado, o fluxo corresponde a 1,88 Gg CH4 ano -1 , ou 51,01 Gg CO2-eq ano -1 (IC 95%: 42,41–59,92), o equivalente a 0,03% das emissões de GEE do estado. Essa magnitude, contudo, não se distribui de forma homogênea: os fluxos associaram-se à eutrofização, ao manejo produtivo e às características dos sistemas de cultivo, e as espécies endêmicas de MG apresentaram as menores emissões (41,51 mg CH4 m-2 d -1 , abaixo da referência do IPCC).O CH4 dissolvido apresentou dependência espacial significativa nas escalas avaliadas, indicando que os fluxos respondem também a determinantes de escala regional. Coerentemente, os cenários projetados para 2030 separam os viveiros por mais de três ordens de grandeza (0,91 a 1.363,62 mg CH4 m-2 d -1 ), de modo que o manejo pesa mais sobre a emissão futura do que o crescimento do setor. Os resultados preenchem lacunas de informação em um importante polo produtor e subsidiam os inventários nacionais de GEE e o desenvolvimento de estratégias de mitigação.
Abstract: Aquaculture has become an important alternative for increasing the supply of animal protein and strengthening food security, in alignment with the United Nations Sustainable Development Goals (SDGs). In Brazil, fish farming in earthen ponds stands out for its accessibility and potentially lower environmental impact. However, the rapid expansion of the sector makes it essential to quantify its greenhouse gas (GHG) fluxes, particularly in Minas Gerais (MG), the thirdlargest fish-producing state in Brazil. In this study, we quantified the spatial variation in diffusive and ebullitive CH4 fluxes across 227 earthen ponds distributed among 54 fish farms in MG, assessing their relationships with water quality, regional climatic gradients, and cultured species. The median total flux was 61.16 mg CH4 m-2 d -1 , with more than half of the ponds exceeding the IPCC reference value for the “other flooded lands” category (~50 mg CH4 m-2 d -1 ), while the ebullitive pathway accounted for 50.64% of the total, representing a lower predominance than that reported in the literature. When extrapolated to the 4,276 ha of aquaculture water surface area mapped across the state, the flux corresponded to 1.88 Gg CH4 year -1 , or 51.01 Gg CO2-eq year -1 (95% CI: 42.41– 59.92), equivalent to 0.03% of the state’s total GHG emissions. This magnitude, however, was not homogeneously distributed: fluxes were associated with eutrophication, production management, and characteristics of the cultivation systems, while species endemic to MG exhibited the lowest emissions (41.51 mg CH4 m-2 d -1 ), below the IPCC reference value. Dissolved CH4 showed significant spatial dependence at the scales evaluated, indicating that its distribution is also influenced by regional-scale drivers. Consistently, the projected scenarios for 2030 separated ponds by more than three orders of magnitude in fluxes (0.91 to 1,363.62 mg CH4 m-2 d -1 ), indicating that management practices may have a greater influence on future emissions than sectoral growth itself. These results fill important information gaps in a major fish-producing region and provide support for national GHG inventories and the development of mitigation strategies.
Palavras-chave: Aquicultura
Metano
Gases de efeito estufa
Mitigação ambiental
Mudanças climáticas
Aquaculture
Methane
Greenhouse gases
Environmental mitigation
Climate change
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Sigla da Instituição: UFJF
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
Programa: Programa de Pós Graduação em Biodiversidade e Conservação da Natureza
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Licenças Creative Commons: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/21323
Data do documento: 27-Fev-2026
Aparece nas coleções:Mestrado em Biodiversidade e Conservação da Natureza (Dissertações)



Este item está licenciado sob uma Licença Creative Commons Creative Commons